domingo, 20 de janeiro de 2013

Aquelas coisas. Estavam por todos os lugares.
O cheiro de carne putrefata pairando por todo o ar. As pessoas mortas atiradas em pilhas enquanto animais carniceiros voavam em círculos por sobre suas ex-cabeças que jaziam, agora, ao lado de seus corpos. O sofrimento das famílias estariam nas lágrimas das pessoas ao redor dos restos de corpos, se as famílias não tivessem sido inteiramente dizimadas... pelas coisas.
Ah... As coisas... Elas eram horríveis. Andando sem controle em busca de comida... Em busca de nós.
Os que não jaziam no chão empoleirados entre outros milhares estavam lá, andando, sem pedaços de seus corpos, com entranhas saindo pelos buracos de seus restos de roupas. Se arrastavam até com suas línguas quando não tinham braços e pernas. Davam um jeito.
E nós... Bom, nos virávamos para sobreviver. Saqueando lojas e revirando casas e lixos, encontrava-se pessoas tentando sobreviver de todas as formas. A humanidade da maioria desapareceu. O individualismo da espécie que se enraizou nas nossas falsas "superioridades" mostrando que até as criaturas mais primitivas e nojentas possíveis, são mais evoluídas do que nós.

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