segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O ódio que consome as mentes impuras.
É o que povoa as noites mais escuras.
E, em meio ao calor do momento,
você se vê olhando para o lado, desatento.
E sem saber o porquê, há algo em sua mão.
É sangue, bombeado de seu próprio coração.
E, depois de uma queda brusca,
algo na escuridão, lhe assusta.
Do nada, para o nada.
Corre uma sobra calada.
Ao lado de seu corpo flácido há uma adaga.
E, no fim da linha de sua vida, você indaga:
Meu destino é jazer em uma rua suja?
Sem sequer deixar-me que fuja?
Ao lado de seu corpo você olha,
enquanto, com seu sangue, a rua molha...
Alguém chora ao seu lado.
Com rosto baixo e choro abafado.
Você percebe que sequer é alguém que conhece.
Mas chora, por alguém que perece.
E, enquanto a rua vai ficando mais escura.
Você se dá conta de uma verdade dura.
Não há alguém para lhe acompanhar.
Não há luz a seguir ou mão a segurar.
Apenas escuridão se formando ao seu redor.
Aquela que esteve lá a vida toda, e que já conheces de cor.
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